Relação professor - aluno

como tem que ser a relação entre professor e aluno?

prof

Certo dia, em uma determinada instituição de ensino onde estava trabalhando, ao entrar na sala dos professores ouvi um colega mencionar: “limito-me a ministrar minhas aulas, não quero nem saber de estabelecer relações mais pessoais com os alunos, faço minha parte e tchau”.

Mediante a esta colocação senti um aperto no coração e ao mesmo tempo saudades dos velhos tempos, onde havia respeito pelos professores e os mesmos podiam estabelecer uma relação mais amistosa com seus alunos.

Sabemos que hoje  os problemas com alunos são inúmeros e muitas vezes nos deparamos com alunos grosseiros, e não entendemos muito bem o porquê, pois aparentemente estes alunos estão inseridos em um contexto social universitário, padrão social que julgamos diferenciado.

Se estivessem inseridos em uma realidade cultural diferente até daria para entender, pois compreendemos que nas classes mais desfavorecidas até existam vários fatores que influenciam no comportamento dos alunos.

Porém, em uma Universidade Particular, acredita-se que o nível seja mais elevado e seleto. Será que realmente chegamos a este ponto? Entrarmos em sala apenas para passarmos os conteúdos que estão descritos nos planos de ensino?

Não! Isto não pode acontecer!

Cada vez que me deparo com algum episódio relativo ao desrespeito de alunos perante aos professores fico entristecida, pois a meu ver somos muito mais do que transmissores de conteúdos, somos formadores de opinião, EDUCADORES!
Prefiro não acreditar que a educação esteja em plena decadência, mediante a estes fatos, fico a me perguntar: Será que a mídia pode estar influenciando nas atitudes de nossos educandos?

Ao analisar trechos de uma determinada novela, em uma emissora extremamente formadora de opinião, fiquei pasma com algumas cenas realizadas por um dos personagens. Nas cenas o personagem desrespeita profundamente sua professora. Ao contextualizar as cenas algo mais nos choca, a reação de seus pais perante as atitudes do filho, achando que tudo não se passava de ações normais da adolescência, ficando totalmente aquém dos acontecimentos.

Sabemos que algumas pessoas são influenciáveis e acabam por falta de orientação se espelhando nas “pessoas” erradas ou em personagens “errados”, pois não tem o discernimento de analisar as cenas como algo que não deve ocorrer, que na realidade é o que a mídia quer passar.  Mil perguntas no ar,  sem respostas, no entanto acredito que a relação estabelecida entre professor-aluno apesar de tudo  deva ser amistosa, afetiva, mesmo com aqueles que estejam com um desvio de comportamento, pois se tivermos tato podemos resgatar este aluno.Claro que o trabalho é árduo, e envolve vários contextos que nem sabemos quais, porém temos que perguntar: Será que nossos alunos não se sentem abandonados, perdidos? Vistos apenas como clientes? Será que ao estabelecermos nosso vinculo não estamos passando a impressão de que não estamos nem ai para o que possa estar acontecendo em suas vidas? Quem sabe se começarmos a nos colocarmos no lugar do outro possamos ver nossos educandos com um olhar mais humanizado e desta forma eles sintam a segurança e passarão a nos ver como mestres que somos!

Teresinha Por: Teresinha Minelli Tavares - Psicopedagoga, Professora da Universidade Paulista - UNIP e Mestranda em Educação na Universidade Cidade de São Paulo - UNICID.